sexta-feira, 17 de julho de 2009
quarta-feira, 15 de julho de 2009

O passado já se foi, mas as lembranças em minha memória estarão sempre presentes; lembranças que carregarei comigo até o fim da minha vida!
Esta foto me faz viajar, reencontrar coisas, relembrar amigos, resgatar sentimentos...
Olhando para esta foto, lembrei claramente do meu primeiro dia de aula na E.M.Dr. Habib Carlos Kyrillo, com a minha mestra e professora Maria Lucia.
Eu era apenas uma criança de sete anos, porém muito levada. Sou a terceira da fila com lenço na cabeça, pois não gostava de pentear os cabelos. Por serem crespos doía muito e minha mãe “não penteava”, ela puxava! Como eu chorava!
Apesar de fazer muitos anos, me recordo dos nomes de algumas crianças. Valquíria a que esta do dado direito da professora Maria Lucia, Jaqueline a que está atrás de mim, Amanda a loira, Mauro o primeiro menino do lado esquerdo... Neste momento é o que me recordo!
Há muito tempo cursei a minha primeira série, mas me recordo como se fosse hoje. Lembro-me da professora Maria Lucia, uma professora alta, pele clara com muitas sardas no rosto, usava cabelos na altura do pescoço e tinha um lindo sorriso!
As aulas dela eram maravilhosas e lembro até hoje o meu deslumbramento com os sons, a grafia, as histórias, o aprendizado! Ela era disciplinadora, exigente, exercia uma autoridade inquestionável, porém tinha algo em seu rosto muito especial... Sua delicadeza e sua meiguice.
Maria Lucia; nome que jamais irei esquecer, pois foi com esta professora que aprendi ler e escrever as minhas primeiras palavras. Com o seu jeitinho meigo, delicada, sempre calma e com um lindo sorriso no rosto seguia uma cartilha: A Caminho Suave! Meu primeiro contato com o mundo das letras, o mundo das palavras, foi com esta cartilha.
Mas Suave não era a cartilha, mas sim a voz da professora Maria Lucia; uma professora que todos gostariam de ter.
Estudava em uma sala com muitas crianças, porém todos sabiam que não deveriam conversar quando não podia. O silêncio na sala reinava, de longe só se ouvia a voz suave da professora Maria Lucia.
Eu sempre quietinha no meu lugar ficava, pois o mundo da escrita era algo novo na minha vida e o que eu mais queria era aprender a ler e a escrever.
Prestava atenção em tudo o que a professora falava e fazia tudo o que ela mandava.
Dos meus amigos pouco me lembro, mas recordo-me que brigava muito com a Valquíria, (a que está do lado direito da professora) esta menina pequenina era fogo! Vivia tentando tirar o meu lenço para ver os meus cabelos despenteados!
Muitas vezes, saia correndo dela, mas quando não conseguia nela eu batia; e bronca levávamos!
Maria Lucia foi a minha mestra querida, uma professora inesquecível.
Vendo o amor pela profissão, o carinho e a paciência que esta professora tinha com os alunos, despertaram em mim um sentimento de ser professora.
Embora ainda uma criança, já sabia o que queria e dizia para todos da família que seria professora. Todos achavam que desistiria, pois não sabia o que queria e era apenas uma criança deslumbrada com sua professora Maria Lucia. Achavam que seria uma dentista, uma decoradora, uma advogada, mas nunca uma professora e sabe por quê? Salário... professora não ganha bem e trabalha muito! Ouvi isto durante muito tempo, porém não desisti.
Quando passei para o primeiro colegial decidi fazer magistério.
Há dezessete anos estou trabalhando na mesma escola como professora. Trabalho por amor a minha profissão e procuro passar para os meus alunos tudo aquilo que aprendi com a professora Maria Lucia.
Esta foto me faz viajar, reencontrar coisas, relembrar amigos, resgatar sentimentos...
Olhando para esta foto, lembrei claramente do meu primeiro dia de aula na E.M.Dr. Habib Carlos Kyrillo, com a minha mestra e professora Maria Lucia.
Eu era apenas uma criança de sete anos, porém muito levada. Sou a terceira da fila com lenço na cabeça, pois não gostava de pentear os cabelos. Por serem crespos doía muito e minha mãe “não penteava”, ela puxava! Como eu chorava!
Apesar de fazer muitos anos, me recordo dos nomes de algumas crianças. Valquíria a que esta do dado direito da professora Maria Lucia, Jaqueline a que está atrás de mim, Amanda a loira, Mauro o primeiro menino do lado esquerdo... Neste momento é o que me recordo!
Há muito tempo cursei a minha primeira série, mas me recordo como se fosse hoje. Lembro-me da professora Maria Lucia, uma professora alta, pele clara com muitas sardas no rosto, usava cabelos na altura do pescoço e tinha um lindo sorriso!
As aulas dela eram maravilhosas e lembro até hoje o meu deslumbramento com os sons, a grafia, as histórias, o aprendizado! Ela era disciplinadora, exigente, exercia uma autoridade inquestionável, porém tinha algo em seu rosto muito especial... Sua delicadeza e sua meiguice.
Maria Lucia; nome que jamais irei esquecer, pois foi com esta professora que aprendi ler e escrever as minhas primeiras palavras. Com o seu jeitinho meigo, delicada, sempre calma e com um lindo sorriso no rosto seguia uma cartilha: A Caminho Suave! Meu primeiro contato com o mundo das letras, o mundo das palavras, foi com esta cartilha.
Mas Suave não era a cartilha, mas sim a voz da professora Maria Lucia; uma professora que todos gostariam de ter.
Estudava em uma sala com muitas crianças, porém todos sabiam que não deveriam conversar quando não podia. O silêncio na sala reinava, de longe só se ouvia a voz suave da professora Maria Lucia.
Eu sempre quietinha no meu lugar ficava, pois o mundo da escrita era algo novo na minha vida e o que eu mais queria era aprender a ler e a escrever.
Prestava atenção em tudo o que a professora falava e fazia tudo o que ela mandava.
Dos meus amigos pouco me lembro, mas recordo-me que brigava muito com a Valquíria, (a que está do lado direito da professora) esta menina pequenina era fogo! Vivia tentando tirar o meu lenço para ver os meus cabelos despenteados!
Muitas vezes, saia correndo dela, mas quando não conseguia nela eu batia; e bronca levávamos!
Maria Lucia foi a minha mestra querida, uma professora inesquecível.
Vendo o amor pela profissão, o carinho e a paciência que esta professora tinha com os alunos, despertaram em mim um sentimento de ser professora.
Embora ainda uma criança, já sabia o que queria e dizia para todos da família que seria professora. Todos achavam que desistiria, pois não sabia o que queria e era apenas uma criança deslumbrada com sua professora Maria Lucia. Achavam que seria uma dentista, uma decoradora, uma advogada, mas nunca uma professora e sabe por quê? Salário... professora não ganha bem e trabalha muito! Ouvi isto durante muito tempo, porém não desisti.
Quando passei para o primeiro colegial decidi fazer magistério.
Há dezessete anos estou trabalhando na mesma escola como professora. Trabalho por amor a minha profissão e procuro passar para os meus alunos tudo aquilo que aprendi com a professora Maria Lucia.

Leitura de fotografia
Espero que o homem nunca consiga chegar a este lugar com sua tecnologia avançada querendo destruir o que a natureza nós presenteou.
Em uma manhã ensolarada ao abrir a janela do meu quarto e ver aquele dia maravilhoso, resolvi ir a um lugar maravilhoso ao qual me sinto bem. Solo Sagrado! È neste lugar maravilhoso que busco renovar as minhas energias, que busco renovar o meu “eu”, que busco a minha paz espiritual! Que busco sair desta poluição sonora, dos barulhos dos carros, da agitação da população, dos noticiários da televisão, enfim. Venho neste lugar para me encontrar, pois sou uma pessoa apaixonada pela natureza. Adoro observar as árvores, sentar a sombra da mesma para ler um bom livro, ouvir o barulho dos pássaros, sentir a brisa do vento passando pelo seu corpo, respirar o ar puro!
Adoro olhar para o céu e ver o quanto a sua cor é maravilhosa, o quanto a natureza é bela e o quanto o homem vem destruindo a beleza das matas, o canto dos pássaros, o barulho das águas, e tudo que da natureza faz parte. Ela que nos dá tanto, e pede apenas para cuidarmos dela. Cuidado que está longe do pensamento do homem!
Espero que ele nunca chegue a este lugar! Espero nunca ver esse lindo céu azul poluído, estas árvores cortadas e neste lugar ser construído gigantescos prédios, avenidas agitadas, fabrica poluindo o ar, pessoas correndo para chegar no trabalho, crianças dormindo nas calçadas, pedinte nas ruas, o medo estampado no rosto das pessoas sem saber o que está vindo pela frente., pássaros procurando outro lugar para sobreviverem, enfim... Que esta paisagem permaneça enquanto todos viverem!
Que muitos possam conhecer este lugar maravilhoso e fazer dele o encontro com o seu “eu”. Que encontre a beleza da natureza como eu encontrei, que observe cada flor como eu observei.
Que traga a beleza das flores, o verde das matas, o azul do céu, o colorido das flores, o canto dos pássaros, a brisa do vento, o cheiro da terra, a pureza do ar, que traga tudo isto para sua vida e comece a dizer não ao desmatamento das florestas, a destruição da natureza!
Espero que o homem nunca consiga chegar a este lugar com sua tecnologia avançada querendo destruir o que a natureza nós presenteou.
Em uma manhã ensolarada ao abrir a janela do meu quarto e ver aquele dia maravilhoso, resolvi ir a um lugar maravilhoso ao qual me sinto bem. Solo Sagrado! È neste lugar maravilhoso que busco renovar as minhas energias, que busco renovar o meu “eu”, que busco a minha paz espiritual! Que busco sair desta poluição sonora, dos barulhos dos carros, da agitação da população, dos noticiários da televisão, enfim. Venho neste lugar para me encontrar, pois sou uma pessoa apaixonada pela natureza. Adoro observar as árvores, sentar a sombra da mesma para ler um bom livro, ouvir o barulho dos pássaros, sentir a brisa do vento passando pelo seu corpo, respirar o ar puro!
Adoro olhar para o céu e ver o quanto a sua cor é maravilhosa, o quanto a natureza é bela e o quanto o homem vem destruindo a beleza das matas, o canto dos pássaros, o barulho das águas, e tudo que da natureza faz parte. Ela que nos dá tanto, e pede apenas para cuidarmos dela. Cuidado que está longe do pensamento do homem!
Espero que ele nunca chegue a este lugar! Espero nunca ver esse lindo céu azul poluído, estas árvores cortadas e neste lugar ser construído gigantescos prédios, avenidas agitadas, fabrica poluindo o ar, pessoas correndo para chegar no trabalho, crianças dormindo nas calçadas, pedinte nas ruas, o medo estampado no rosto das pessoas sem saber o que está vindo pela frente., pássaros procurando outro lugar para sobreviverem, enfim... Que esta paisagem permaneça enquanto todos viverem!
Que muitos possam conhecer este lugar maravilhoso e fazer dele o encontro com o seu “eu”. Que encontre a beleza da natureza como eu encontrei, que observe cada flor como eu observei.
Que traga a beleza das flores, o verde das matas, o azul do céu, o colorido das flores, o canto dos pássaros, a brisa do vento, o cheiro da terra, a pureza do ar, que traga tudo isto para sua vida e comece a dizer não ao desmatamento das florestas, a destruição da natureza!
Cuide de mim...
Quando por mim passar, não tenha vergonha de me olhar.
Se eu lhe estender as mãos, não fique com medo de tocá-las, sei que estão tremulas e pouco podem segurar.
Se eu lhe beijar, não tenha receio em retribuir o beijo, tenha certeza que irei gostar.
Se eu parar para conversar com você, por favor ouça-me, pois me sinto só e a solidão é como a escuridão.
Se você falar comigo e eu não ouvir, procure me entender e tente me escutar. Tenha certeza que estarei fazendo todo o esforço do mundo para ouvi-lo.
Se ao segurar um objeto eu tremer e deixar cair; não fique me olhando assustado com pena de mim.
O fato é que já estou velho, e não tenho mais força para segurar nada.
Se me comporto como criança, cubra-me de cuidados, encha-me de carinho; isso é tudo o que eu preciso!
Lembre-se de que a criança está caminhando para vida e eu para a morte.
Se um dia achar que estou dando trabalho, não me expulse da sua vida. Pois sei que logo sairei!
Quando eu estiver em pé no ônibus e você estiver sentado, levante e deixe- me sentar. Lembre-se que minhas pernas estão fracas, minhas mãos tremulas sem forças para segurar.
Nunca se esqueça de que um dia também fui criança, fui jovem como você e que um dia você também será como eu!
Hoje sou um idoso, estou no fim da vida e me sinto muito só! Cuide de mim... não me deixe viver assim!
Vera Lucia Ribeiro dos Santos
Quando por mim passar, não tenha vergonha de me olhar.
Se eu lhe estender as mãos, não fique com medo de tocá-las, sei que estão tremulas e pouco podem segurar.
Se eu lhe beijar, não tenha receio em retribuir o beijo, tenha certeza que irei gostar.
Se eu parar para conversar com você, por favor ouça-me, pois me sinto só e a solidão é como a escuridão.
Se você falar comigo e eu não ouvir, procure me entender e tente me escutar. Tenha certeza que estarei fazendo todo o esforço do mundo para ouvi-lo.
Se ao segurar um objeto eu tremer e deixar cair; não fique me olhando assustado com pena de mim.
O fato é que já estou velho, e não tenho mais força para segurar nada.
Se me comporto como criança, cubra-me de cuidados, encha-me de carinho; isso é tudo o que eu preciso!
Lembre-se de que a criança está caminhando para vida e eu para a morte.
Se um dia achar que estou dando trabalho, não me expulse da sua vida. Pois sei que logo sairei!
Quando eu estiver em pé no ônibus e você estiver sentado, levante e deixe- me sentar. Lembre-se que minhas pernas estão fracas, minhas mãos tremulas sem forças para segurar.
Nunca se esqueça de que um dia também fui criança, fui jovem como você e que um dia você também será como eu!
Hoje sou um idoso, estou no fim da vida e me sinto muito só! Cuide de mim... não me deixe viver assim!
Vera Lucia Ribeiro dos Santos
Assinar:
Postagens (Atom)



